Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Meditações - idades do pensamento

When you are 20, you care about what everyone thinks. When you are 40, you stop caring about what everyone thinks. When you are 60, you realize no one was ever thinking about you in the first place.

Atribuído a Winston Churchill

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Iconografia do tempo


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Chegado(s) ao mercado - Pomellato, colecção Nudo


Pomellato, colecção Nudo, anéis de vários tamanhos, que permitem várias combinações, em três cores distintas: quartzo limão, topázio azul e ametista.

Disponível nas lojas Machado Joalheiro Lisboa:
Avenida da Liberdade, 180 (Tivoli Fórum)
Porto: Avenida da Boavista, 3511 (Edifício Aviz)








Memorabilia - caneta, relógios Breitling

Janela para o passado - Binaca, 1961

Chegado ao mercado - Grand Seiko Spring Drive 8 Day Power Reserve


Grand Seiko Spring Drive 8 Day Power Reserve. Calibre de carga manual (9R01), com 8 dias de autonomia. Indicador de reserva de corda no verso. Caixa de 43 mm, de ouro rosa, vidro de safira na frente e no verso. Mostrador a imitar o céu nocturno. PVP recomendado: 52.800 Euros




Verão


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Meditações - conheço o Verão pelo azul do céu


The Royal Readers nº 1, de T. Nelson and Sons, Ltd. (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

terça-feira, 20 de junho de 2017

Memorabilia - livre-trânsito, festival aéreo relógios Breitling



Iconografia do Tempo - Sisley


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - Saltratos, 1961

O Verão começa amanhã


O Verão (Solstício) começa às 05:24 de amanhã, 21 de Junho. Dura até 22 de Setembro, dia em que se inicia o Outono (Equinócio)

Meditações - There’s no time for anything else...

None of us are getting out of here alive, so please stop treating yourself like an after thought. Eat the delicious food. Walk in the sunshine. Jump in the ocean. Say the truth that you’re carrying in your heart like hidden treasure. Be silly. Be kind. Be weird. There’s no time for anything else.

Christopher Walken

domingo, 18 de junho de 2017

Janela para o passado - Saltratos, 1961

Democratização do luxo - o pensamento de Bernard Dubois


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

"[...] estamos a passar de uma situação de consumo comum realizado por clientes excepcionais para uma situação de um consumo excepcional por pessoas comuns. [...]", entrevista de Bernard Dubois à Executive Digest de Março de 1999, onde analisa, por exemplo, na joalharia, os casos da Chanel, Van Cleef & Arpels ou Cartier.

Quase 20 anos depois, a democratização (massificação / proletarização) do consumo de luxo atingiu níveis que fazem repensar o próprio conceito de luxo - exclusividade.


Começa o Verão e... tudo muda, publicidade ao telefone, 1932


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Meditações - E o Tempo acelerava o passo...

O AMOR E O TEMPO

Pela montanha alcantilada
Todos quatro em alegre companhia,
O Amor, o Tempo, a minha Amada
E eu subíamos um dia.

Da minha Amada no gentil semblante
Já se viam indícios de cansaço;
O Amor passava-nos adiante
E o Tempo acelerava o passo.

– "Amor! Amor! mais devagar!
Não corras tanto assim, que tão ligeira
Não pode com certeza caminhar
A minha doce companheira!"

Súbito, o Amor e o Tempo, combinados,
Abrem as asas trémulas ao vento…
– "Por que voais assim tão apressados?
Onde vos dirigis?" – Nesse momento,

Volta-se o Amor e diz com azedume:
– "Tende paciência, amigos meus!
Eu sempre tive este costume
De fugir com o Tempo… Adeus! Adeus!"


António Feijó

sábado, 17 de junho de 2017

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Memorabilia - Moleskine, relógios Maîtres du Temps

Janela para o passado - TAP, 1960

Há 60 anos... Rossio com anúncios aos relógios Cyma e Relide, 1957


Lisboa, 1957. O povo espera no Rossio a passagem do Cortejo da rainha Isabel II de Inglaterra na sua visita oficial a Portugal. Fotógrafo não identificado, inn Baixa Pombalina 250 Anos em Imagens, 2004. Vêem-se anúncios luminosos aos relógios Relide e Cyma.

Chegado(s) ao mercado - relógios Calvin Klein minimal


Calvin Klein minimal. Calibres de quartzo, caixas e braceletes de aço, revestido a PVD rosa, castanho ou cinza.



Meditações - Aquela vírgula de tempo...

Ouvir o silêncio

No meio da vertigem das tempestades de palavras em que vivemos, que nos atordoam e paralisam, tal- vez se torne urgente parar. Para ouvir.

Ouvir o quê? Ouvir o silêncio. E só depois de ouvir o silêncio será possível falar, falar com sentido e palavras novas, seminais, iluminadas e iluminantes, criadoras. De verdade. Onde se acendem as palavras novas, seminais, iluminadas e iluminantes, criadoras, e a Poesia, senão no silêncio, talvez melhor, na Palavra originária que fala no silêncio?

Ouvir o quê? Ouvir a voz da consciência, que sussurra ou grita no silêncio. Quem a ouve?

Ouvir o quê? Ouvir música, a grande música, aquela que diz o indizível e nos transporta lá, lá ao donde somos e para onde verdadeiramente queremos ir: a nossa morada.

Ouvir o quê? Ouvir os gemidos dos pobres, os gritos dos explorados, dos abandonados, dos que não podem falar, das vítimas das injustiças.

Ouvir o quê? Talvez Deus - um dia ouvi Jacques Lacan dizer que os teólogos não acreditam em Deus, porque falam demasiado dele -, o Deus que, no meio do barulho, só está presente pela ausência.

Ouvir o quê? Ouvir a sabedoria. Sócrates, o mártir da Filosofia, que só sabia que não sabia, consagrou a vida a confrontar a retórica sofística com a arrogância da ignorância e a urgência da busca da verdade. Falava, depois de ouvir o seu daímon, a voz do deus e da consciência.

Ninguém sabe se Deus existe ou não. Como escreve o filósofo André Comte-Sponville, tanto aquele que diz: "Eu sei que Deus não existe" como aquele que diz: "Eu sei que Deus existe" é "um imbecil que toma a fé por um saber". Deus não é "objecto" de saber, mas de fé. E há razões para acreditar e razões para não acreditar.

Comte-Sponville não crê, apresentando argumentos, mas compreendendo também os argumentos de quem crê. Numa obra sua recente, L'Esprit de l'athéisme, mostra razões para não crer, mas sublinhando a urgência de pensar, se se não quiser cair no perigo iminente de fanatismos e do niilismo, e, consequentemente, na barbárie, "uma espiritualidade sem Deus".

Constituinte dessa espiritualidade, no quadro de um "ateísmo místico", é precisamente o silêncio. "Silêncio do mar. Silêncio do vento. Silêncio do sábio, mesmo quando fala. Basta calar-se, ou, melhor, fazer silêncio em si (calar-se é fácil, fazer silêncio é outra coisa), para que só haja a verdade, que todo o discurso supõe, verdade que os contém a todos e que nenhum contém. Verdade do silêncio: silêncio da verdade."

Encontrei Raul Solnado apenas uma vez. Num casamento. Surpreendeu-me a imagem que me ficou: a de um homem reflexivo. Não professava nenhuma religião. Por isso, não teve funeral religioso. Mas deixou um pequeno escrito, com uma experiência, no silêncio, na Expo, em Lisboa, em 2007.

"Numa das vezes que fui à Expo, em Lisboa, descobri, estranhamente, uma pequena sala completamente despojada, apenas com meia dúzia de bancos corridos. Nada mais tinha. Não existia ali qualquer sinal religioso e por essa razão pensei que aquele espaço se tratava de um templo grandioso. Quase como um espanto, senti uma sensação que nunca sentira antes e, de repente, uma vontade de rezar não sei a quem ou a quê. Sentei-me num daqueles bancos, fechei os olhos, apertei as mãos, entrelacei os dedos e comecei a sentir uma emoção rara, um silêncio absoluto. Tudo o que pensava só poderia ser trazido por um Deus que ali deveria viver e que me envolvia no meu corpo amolecido. O meu pensamento aquietou-se naquele pasmo deslumbrante, naquela serenidade, naquela paz. Quando os meus olhos se abriram, aquele Deus tinha desaparecido em qualquer canto que só Ele conhece, um canto que nunca ninguém conheceu e quando saí daquela porta, corri para a beira do rio para dar um grito de gratidão à minha alma, e sorri para o Universo. Aquela vírgula de tempo foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida e fez com que eu me reencontrasse. Resta-me a esperança de que, num tempo que seja breve, me volte a acontecer. Que esse meu Deus assim queira."

Anselmo Borges, crónica de 19 de Setembro de 2009 no Diário de Notícias

quinta-feira, 15 de junho de 2017

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Memorabilia - paciência bolas magnéticas, relógios Boss

Janela para o passado - malhas Dralon, 1960